domingo, 26 de novembro de 2006

A Saudade

A alma de português, da gente do mar, que brota em mim o sentimento da saudade, da distancia que me separa do continente liquido, do mundo do rei neptuno.

Suspiro, olho pela janela,
para além das gotas da chuva,
para além da negridão do céu,
olho para o infinito,
para os dias que virão.


Para quando o calafrio da agua gelada pela manha? Tenho a saudade do toque quente do sol que embraça a expressão gélida da minha face, que me aquece as feições, que me torna humano, que me faz sorrir, que me faz apaixonar.

Anseio, preso por entre as paredes do meu castelo, ser seduzido pelo canto da sereia, entrar no reino do tridente, remar até ao infinito, cavalgar nas ondas de paixão, ser homem, ser alguém para mim, conquistar-me, conquistar o meu mundo, ser melhor!


A saudade,

coisa de coração quente entristecido pela solidão,

pela falta daquilo que o completa.

Infinita espera por uma sombra no horizonte

Face da esperança,

sorriso de quem ja não quer sorrir

Saudade,

coisa de homens nobres, mulheres fieis

de gente do mar como tu e eu.


3 comentários:

Psyche disse...

a saudade e o fado.
o ser portugues.
o estar virado para o mar e para o céu, e esquecer a terra que nos acolhe.
o sonhar.
a dor de sentir a falta do que nos faz feliz. a saudade. porque so nos, que nesta língua e neste mar nascemos, podemos saber o que significa.
Saudade.

Pedro de Oliveira disse...

Nao esqueças a terra q te acolhe, pois em dias de tempestade irás precisar dela para procurar abrigo!

Psyche disse...

e bem o sei, pedro, acredita...
um beijinho*